Páginas

sexta-feira, 29 de maio de 2009

REFLEXÃO E UMA HOMENAGEM - CAZUZA



Cazuza deixou um legado de mobilização para toda uma juventude,que não nos cabe julgar,criticar ou avaliar suas ações muitas vezes exageradas e que careciam de uma reflexão. Sua obra artística do rock inovador,transformador,social e que passou para blues em carreira solo. O Barão Vermelho era sua identidade e Frejat honrou a continuidade que transcendia o grupo musical e continuou na amizade até seus últimos dias entre os membros da banda.As letras de Cazuza estão mais vivas do que nunca num país que ainda precisa melhorar muito desde sua população até os governantes. A mensagem que fica do uso de drogas e a atitutes questionadas devem ser objeto de orientação dos pais em escolas,mas sem jamais desmerecer seu inquestionável legado,pois também temos nossas imperfeições e feridas,e espiritualmente falando ele está caminhando em busca de sua melhoria moral ciente dos erros e acertos que cometeu. Quem tiver interesse leia "FAZ PARTE DO MEU SHOW" de Robson Pinheiro,psicografado.










O Tempo Não Pára
Cazuza
Composição: Cazuza / Arnaldo Brandão


Por: Manoel Andrade/BA





Disparo contra o sol


Sou forte, sou por acaso


Minha metralhadora cheia de mágoas


Eu sou um cara


Cansado de correr


Na direção contrária


Sem pódio de chegada ou beijo de namorada


Eu sou mais um cara




Mas se você achar


Que eu tô derrotado


Saiba que ainda estão rolando os dados


Porque o tempo, o tempo não pára




Dias sim, dias não


Eu vou sobrevivendo sem um arranhão


Da caridade de quem me detesta




A tua piscina tá cheia de ratos


Tuas idéias não correspondem aos fatos


O tempo não pára


Eu vejo o futuro repetir o passado


Eu vejo um museu de grandes novidades


O tempo não pára




Não pára, não, não pára


Eu não tenho data pra comemorar


Às vezes os meus dias são de par em par


Procurando uma agulha num palheiro




Nas noites de frio é melhor nem nascer


Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer


E assim nos tornamos brasileiros


Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro


Transformam o país inteiro num puteiro


Pois assim se ganha mais dinheiro




A tua piscina tá cheia de ratos


Tuas idéias não correspondem aos fatos


O tempo não pára




Eu vejo o futuro repetir o passado


Eu vejo um museu de grandes novidades


O tempo não pára


Não pára, não, não pára


Dias sim, dias não


Eu vou sobrevivendo sem um arranhão


Da caridade de quem me detesta




A tua piscina tá cheia de ratos


Tuas idéias não correspondem aos fatos


O tempo não pára




Eu vejo o futuro repetir o passado


Eu vejo um museu de grandes novidades


O tempo não pára


Não pára, não, não pára

Nenhum comentário: