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sábado, 31 de julho de 2010

HOMENAGEM A AMELINHA.POR ONDE ANDA?


Amélia Claudia Garcia Colares deixou o Ceará em 1970 para estudar comunicação em São Paulo. A carreira de cantora começou de maneira amadora, participando de shows do amigo e conterrâneo Fagner. Em 1974, decidida a seguir na música, passou a aparecer em programas de TV. No ano seguinte, fez uma temporada em Punta del Leste, acompanhando Toquinho e Vinicius de Moraes, quando o Poetinha compôs para ela Ah! Quem me Dera. Ao lançar o disco Flor da Paisagem (1977), produzido por Fagner, começou a ser apontada como a revelação nordestina ou a Gal Costa do Ceará. Com o segundo trabalho, Frevo Mulher (1979), recebeu disco de ouro. Mas a consagração veio mesmo no ano seguinte, quando viu o Maracanãzinho acompanhá-la em Foi Deus Que Fez Você, durante o MPB-80, festival promovido pela Rede Globo. A composição de Luiz Ramalho classificou-se em segundo lugar, vendeu mais de um milhão de compactos e foi a primeira música a alcançar o primeiro lugar entre as mais executadas tanto nas faixas de FM quanto de AM. O tema de abertura da série Lampião e Maria Bonita (Rede Globo), Mulher Nova, Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer sem Sentir Dor, fez Amelinha estourar novamente em 1982. O disco homônimo ficou mais de 30 semanas entre os 50 LPs mais vendidos do ano. Em 1984, a cantora entrou em nova fase. Separada do marido Zé Ramalho, que produziu três dos seus primeiros cinco discos e compôs muitos de seus sucessos, ela entregou sua voz à produção de Mariozinho Rocha e ao acompanhamento instrumental do Roupa Nova, que imprimiu algo de pop em seu trabalho.





Mulher nova bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor
Amelinha
Composição: Otacílio Batista / Zé Ramalho


Numa luta de gregos e troianos
Por Helena, a mulher de Menelau
Conta a história de um cavalo de pau
Terminava uma guerra de dez anos
Menelau, o maior dos espartanos
Venceu Páris, o grande sedutor
Humilhando a família de Heitor
Em defesa da honra caprichosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Alexandre figura desumana
Fundador da famosa Alexandria
Conquistava na Grécia e destruía
Quase toda a população Tebana
A beleza atrativa de Roxana
Dominava o maior conquistador
E depois de vencê-la, o vencedor
Entregou-se à pagã mais que formosa
Mulher nova bonita e carinhosa
Faz um homem gemer sem sentir dor

A mulher tem na face dois brilhantes
Condutores fiéis do seu destino
Quem não ama o sorriso feminino
Desconhece a poesia de Cervantes
A bravura dos grandes navegantes
Enfrentando a procela em seu furor
Se não fosse a mulher mimosa flor
A história seria mentirosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor

Virgulino Ferreira, o Lampião
Bandoleiro das selvas nordestinas
Sem temer a perigo nem ruínas
Foi o rei do cangaço no sertão
Mas um dia sentiu no coração
O feitiço atrativo do amor
A mulata da terra do condor
Dominava uma fera perigosa
Mulher nova, bonita e carinhosa
Faz o homem gemer sem sentir dor


ENTREVISTA: AMELINHA NO TATARITARITATÁ!!!

08/04/2009



Amelinha, este grande nome da música popular brasileira, é cearense registrada Amélia Claudia Garcia Colares.
Detentora de uma trajetória premiadíssima e invejável, que começou em 1970 quando ela foi pra São Paulo estudar comunicação. Foi aí que, poucos anos depois, participou do show de Fagner e começou a aparecer em programas da televisão.
Em 1975, realizou uma temporada acompanhando Toquinho & Vinicius de Morais
Em 1976, lança seu primeiro disco, Flor da Paisagem, que foi produzido por Fagner.
Em 1979, veio o segundo álbum, Frevo Mulher, que ganhou disco de ouro.
No festival MPB-80, da Rede Globo, ela se consagrou defendendo a música “Foi deus que fez você”, de Luiz Ramalho. E, logo em seguida, lança em disco “Porta Secreta”, que ganhou disco de ouro e platina.
Em 1982, foi a vez de “Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor”, estourar como tema de abertura da série “Lampião e Maria Bonita”, da Rede Globo.
Em 1983 ela aparece com “Romance da lua”. No ano seguinte, “Água e luz”. Depois, “Caminho do Sol” e, logo em seguida, “Mistério do amor”.
Em 1989, ela dá uma viravolta e lança “Saudades da Amélia”, com repertório musical de Tom Jobim, Chico Buarque e Cartano Veloso.
Em 1993, é a vez do “Só forró”. E em 1996, vem “Cobra de Chifre” e “Brilhante”, para, em 1998, lançar o álbum “Amelinha” e o cd duplo “Mitos e danças”.
Em 1999, é a vez do álbum “Só com você”
Com a virada ela, em 2001, traz “Vento, forró e folia” e participa de uma coletânea com Geraldo Azevedo, outra coletânea com o pessoal do Ceará, Ednardo e Belchior, “Eles e elas” com Luis Vieira, entre outras.
Com uma poderosa voz inconfundível e inesquecível, Amelinha vem conduzindo sua trajetória e pronta para trazer novidades. Quer saber? Então acompanhe esta entrevista exclusiva que ela concedeu pra gente.



LAM - Amelinha, em primeiro lugar, a pergunta de praxe: como e quando foi que a cearense que estudava Comunicação se encontrou com a Arte, especialmente a Música?

Viemos juntas no pacote, a principio, para alegria da minha família e depois descobriram o meu segredinho... mas está sendo ótimo.



LAM - Que influências e acontecimentos da infância ou adolescência marcaram a sua definição pela Música?

A música, como falei, sempre foi parte de mim. Na infância era minha brincadeira predileta, eu gostava de cantar músicas do pastoril e brincar de radio com minhas amigas.
Minha tia freira salesiana, a Irmã Silvia, já era a cantora da família, no convento, mas era... faltava uma que fosse aonde o povo estava... sou eu... eu fui. Estou aqui.



LAM - Você começa sua carreira na leva do Pessoal do Ceará, lá pelos idos de 70. E em 2002, você, Ednardo e Belchior se reunem. Como é reviver o Pessoal do Ceará? Quais as perspectivas de reunião desses cearenses de sucesso atualmente?

Quando eles se reuniram como pessoal do Ceará, eu ainda não atuava profissionalmente. Me decidi aos poucos, até que em 1975 viajei com Vinicius de Morais e Toquinho pra Punta Del Leste numa big temporada de 40 dias no Cassino San Rafael e outros espetáculos em Montevideo e em 1977 lancei meu primeiro lp pela CBS, o Flor da Paisagem.
Em 2002 me reuni com eles para cantar e gravar pela primeira vez aquelas musicas, que evidentemente já conhecia, onde para eles era relembrar, mas para mim foi uma tremenda e maravilhosa novidade.
Amei fazer o cd com eles. Penso que poderíamos fazer um DVD do mesmo, que há qualquer momento pode rolar. Depende muito de convite de algum produtor porque não existe, que eu saiba no momento, tal idéia posto que estamos cada um a cuidar de sua carreira individual que já nos toma bastante tempo.
Se acontecer vai ser bom.



LAM - Você além da cantora versátil e consagrada que é, também é compositora. Fala do processo de criação e de que forma este trabalho autoral se expressa e contribui na formação da cantora que trabalha vários estilos musicais.

Enquanto cantora, isso acontece, quando modifico alguma coisa nas músicas que interpreto, isto é, quando dou aquela carimbada bem Amelinha, bem pessoal... inevitável e é o mais freqüente.
Com relação a composições minhas, fiz poucas e me lembro de ter apenas duas gravadas e uma mudança inteira de refrão de uma outra. Flor de Melão, Caetano com Fausto Nilo e Ife, e Já era tempo de amar, com Paulinho Lima, de forma que não sofri muito, porque componho pouco, rs.... e confesso que acontece sempre de uma forma bem espontânea, quase sempre puxada pela melodia.
Às vezes crio também melodias pra introduções ou vocais, de arranjos já feitos, pra dar mais um brilho nos shows.
Tenho muitas músicas e letras inacabadas.



LAM - Que avaliação você faz da sua trajetória de Flor da Passagem, de 1977, até Vento, Forró e Folia, de 2001?

Tenho aprendido a me conhecer, fui uma garota ousada na vida e romanceava sempre tudo que vivia, sou a rainha das utopias, continuo cheia de esperanças e gostando muito de cantar pela própria manifestação da arte em mim.
Deixei de frescuras de ego pelo caminho, graças a Deus, hoje me sinto bem mais centrada e descobri que eu olhava o mundo com lentes que eu mesma inventei.
Gravei muita coisa interessante e de certa estranheza para minha idade e pouco comum naquele tempo.
Tive o privilégio de ter arranjos belíssimos, como o da música “Mulher nova, bonita e carinhosa...” por Chiquinho de Morais, o da música “Santa Fé”, por Radamés Gnatalli. Hermeto Pacoal também, foi super gravar com ele no disco do amigo compositor Ricardo Bezerra, a música da La Condessa, em parceria com Riba, uma participação luxuosíssima, especialíssima com Egberto Gismonti na música “Profunda Solidão” de Novelle e Cacaso, Toquinho na música “Valsinha”, o grupo Roupa Nova em todo lp Água e Luz com destaque para um momento à capela com eles na música “A gia”, sendo esta produção toda do Mariozinho Rocha e um presentaço de Gilberto Gil, quando a meu pedido compôs “Tempo Rei”, fez meu arranjo e foi pra dentro do estúdio gravar conosco.
Tenho um coração bom? Ou não tenho... pra segurar tantas emoções.
Descubro ao longo do tempo que fiz um caminho de luz e bonito. E fico muito feliz e agradecida com a galera, genteamiga, por assim dizendo, que saca isto e me acompanha até os dias de hoje. E o bacana é que tem gente vai descobrindo e chega junto, tô sempre recebendo manifestações de respeito e carinho.



LAM - Você em 2007 fez o show Janelas do Brasil e participou do III Festival Internacional de Trovadores e Repentistas. Fala dessa experiência e como você avalia o carinho do público e sua constante consagração, mesmo distante do mercado fonográfico?

O Festival dos Travadores foi mesmo em 2007, mas só realizei o primeiro show – Janelas do Brasil -, em 2008. E mais duas apresentações que foram na Sala Baden Powell e no Teatro Nelson Rodrigues num projeto da Caixa Cultural. Muito bom, por sinal, aqui no Rio, em novembro do ano passado. Deram até uma pirateada e jogaram na internet e estou vendo o desenrolar pelo YouTube.
O desagradável é que tive um problema com o técnico de som que nunca tinha trabalhado comigo e não sabia que eu sei usar bem tecnicamente o microfone, então ele mesmo ficou de lá pilotando e isso me atrapalhou o desempenho, pois quando precisava que o som me desse um retorno, não acontecia, aí deu aquela escapulida de voz que é comum quando acontece isso....
Um pentelho dum internauta desinformado e metido ou metida a sabidinho, me esculhambou publicamente... e eu deixei pra lá só pra ver em que vai dar...
Não me preocupo porque se acontecesse o que ele falou eu nem estaria cantando mais. Não preciso impor meu canto a ninguém. Canto ainda porque sou uma cantora madura e ainda tenho voz.
Até agradeço os conselho de Cauby Peixoto, que me deu, quando era jovenzinha.
Isso às vezes é assustador porque dizem muita bobagem e se prestam de entendidos de tudo quanto é assunto. Parece que todo mundo sabe tudo.
As pessoas se precipitam e dizem coisas terríveis, umas as outras. Estas são as trevas da internet, na minha maneira de pensar.
Fico tranqüila porque sei exatamente o que aconteceu e vejo que muitas são por aí as insinuações maldosas e acusações levianas.
Há uns anos atrás isso acontecei nas revistas famosas formadoras de opinião, parece que é o mesmo vírus, rá, rá...



LAM - Nordestina que é, como você tem visto a situação atual da música da região? Como você o cenário atual da música no Nordeste? Há algum nome novo representativo de destaque na música nordestina?

A música nordestina é sempre muito inteligente, tocante, vigorosa, sonoramente telúrica e brincante, emocional ou descritiva e muito singular, mesmo quando se mistura nos ecos da globalização.
A gente pode ver lá no meio do mundo e diz: esses caras aí são nordestinos. E tem o lado mais Calypson e Tcha Tcha Tcha.... misturado com lambadas desta calda cultural... e tem uma faceta luminosa em que transita uma Isabé da Loca e seu filho rabequeiro... um charme, o matuto de chapéu.
Ando meio por fora do que está realmente acontecendo porque tem muita coisa escondida e ofuscada pelos estardalhaços dos marketings impostos de goela abaixo, onde o próprio marketing é mais estrela que o conteúdo, como se fosse tudo um faz de contas, onde um imita o outro e de tanta saturação de imagens, as cabeças vão ficando sem idéias próprias e o pessoal vai se acostumando e pensando que é assim mesmo.
Se fala muito das diferenças, mas de forma sensacionalista, enfatizando o bizarro e o lixo.
Ouvi falar numa banda de Recife chamada “Seu Chico” aqui pelo Rio, na Lapa. Tem gente por ai que precisa ser mais visto, como o Beto Brito, por exemplo, que tem um forte trabalho, vigoroso, compõe muito bem, canta melhor ainda e toca rabeca que é uma beleza.
Enfim, tem muita gente querendo mostrar seu valor. A questão é que a industria da comunicação de massa é repetitiva e chata, se baseia pelos desatentos e nivela por aí. Vide TV aberta. E outras também tem dias que sonegam muita coisa mais interessante e insiste disfarçadamente nos mesmos engodos.



LAM - Com o cenário de crise no universo musical, como você identifica as perspectivas e possibilidades do artista brasileiro atualmente?

A crise não é no universo musical, a crise é na máquina comercial. Quem for mais esperto, se dá bem. Mais exibido, mais falante de besteira, etc.
Antes se ia à televisão pela importância do que se fazia. Agora ir tão somente à telinha vira em seguida celebridade, é brincadeira.
Nós vivemos o tempo das afirmações negativas, ou seja, você afirma o que não é.



LAM - Você está com um lindo site na rede, a internet tem contribuido para a difusão do seu trabalho?

Sim, há uns 5 anos que eu venho me achando pela rede de uma forma mais e mais interativa e que me deixa também bem mais independente.
Vou melhorar o site.
Gosto muito de falar através de um blog como o seu, por exemplo. É legal a linguagem sucinta que se estabelece, a abrangência é estimulante e prazerosa. É um novo time. Já dizia Caetano que navegar é preciso e que viver não é preciso... show!
Vou melhorar o site, dar uma dinamizada, atualizar as informações, fazer umas correções e me comunicar mais com os amigos.
Fico feliz e excitada com o alcance do teu programa aí, está sendo a primeira entrevista do ano, pois tenho mais duas na espera.
No entanto, aquele clima natureba do site, vai continuar porque é a minha cara, como dizia um dos atores da Companhia Baiana de Patifaria, na peça Bofetada
Gosto muito de teatro, do ao vivo, dos acertos, dos erros, das brincadeiras, das grandes performances, do calor da platéia. Aquela coisa viva sem medo de errar, sem medo de se emocionar, sem medo de ser feliz e de chorar.



LAM - Quais as perspectivas e projetos que Amelinha tem por realizar?

Surpresa!!!!!
Mas tem coisa boa a caminho.
E o carinho de vocês me leva a apressá-las.
Beijos pra todos, amo vocês. Amelinha no Tataritaritatá com muito prazer. Até breve e me escrevam gente amiga!



Foto de Klaudia Alvarez, recolhida do Blog Música do Ceará.



Clipe: Amelinha cantando canções inéditas do Gonzaguinha, arranjos do maestro Zé Américo Bastos.

Veja mais no sítio da Amelinha.

VEJA MAIS:
MÚSICA
ENTREVISTAS

http://ciateatromusica.blogspot.com/2009/04/entrevista-amelinha-no-tataritaritata.html






Veja mais em: http://www.lastfm.com.br/music/Amelinha


OBRIGADO POR TUDO,JESUS!

Foi Deus Quem Fez Você
Amelinha
Composição: Luís Ramalho

Por: Manoel Andrade/BA

Foi Deus que fez o céu, o rancho das estrelas
Fez também o seresteiro para conversar com elas
Fez a lua que prateia minha estrada de sorrisos
E a serpente que expulsou mais de um milhão do paraíso
Foi Deus quem fez você
Foi Deus que fez o amor
Fez nascer a eternidade num momento de carinho
Fez até o anonimato dos afetos escondidos
E a saudade dos amores que já foram destruídos
Foi Deus
Foi Deus que fez o vento
Que sopra os teus cabelos
Foi Deus quem fez o orvalho
Que molha o teu olhar, teu olhar
Foi Deus que fez as noites
E o violão planjente
Foi Deus que fez a gente
Somente para amar, só para amar

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ivete Sangalo causa tumulto ao renovar carteira de habilitação no Detran


 

postado por Eder Luis Santana @ 11:55 AM |
30 de julho de 2010

Ivete Sangalo causou tumulto na sede do Detran, na Avenida ACM, na última quinta-feira, 29. A diva da axé music tinha de renovar a carteira de habilitação e foi ao local ao lado do marido, Daniel Cady, e dois seguranças.

Para evitar transtornos no local, a produção da cantora conseguiu que toda a burocracia para renovar o documento fosse adiantada antes da sua chegada. Por volta das 14h30, Ivete entrou na sede do órgão apenas para tirar a foto digital e o registro das impressões digitais.

Ivete estava sem maquiagem, com óculos escuros e vestidinho preto. Sua presença foi suficiente para alguns funcionários largarem seus postos de trabalho e muita gente abandonar o lugar na fila de atendimento para pedir autógrafo e tirar fotos. Quem estava no local garante que ela foi super simpática, brincou com a atendente do Detran, e deu atenção a todos com muita tranquilidade.

Novidade – Outra novidade para os fãs da cantora é que na próxima segunda-feira, 2, às 19 horas, será transmitido ao vivo, pela internet, um ensaio que ela faz para o dia da gravação do DVD "Multishow ao Vivo – Ivete Sangalo no Madison Square Garden". O show acontece dia 4 de setembro, em Nova Iorque.

Em nota oficial, a produção de Ivete garante que serão apresentados em 15 minutos algumas músicas que farão parte do repertório do DVD. A transmissão via web é uma parceria entre o canal Multishow, a Universal Music e a Caco Music, empresa que faz parte da Caco de Telha.

Para ter acesso ao conteúdo, será preciso acessar um link disponível no hot site (clique aqui e acesse) criado para divulgar o novo trabalho. Esse será o quarto DVD da cantora baiana e terceiro gravado em show ao vivo. 

A produção técnica da apresentação e detalhes como roteiro, repertório, iluminação e cenografia, além da captação de som e imagens, também ficarão sob a responsabilidade da Caco de Telha, tendo a co-produção da Metropolitan Talent Presents, que possui experiência com shows de Nova Iorque.


Fonte: http://chamegente.atarde.com.br/?p=2314

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

DELICADA...

Papel Machê
João Bosco
Composição: João Bosco/Capinam



Cores do mar, festa do sol
Vida é fazer
Todo o sonho brilhar
Ser feliz
No teu colo dormir
E depois acordar
Sendo o seu colorido
Brinquedo de Papel Machê...(2x)

Dormir no teu colo
É tornar a nascer
Violeta e azul
Outro ser
Luz do querer...

Não vai desbotar
Lilás cor do mar
Seda cor de batom
Arco-íris crepom
Nada vai desbotar
Brinquedo de Papel Machê...

Dormir no teu colo
É tornar a nascer
Violeta e azul
Outro ser
Luz do querer...

Não vai desbotar
Lilás cor do mar
Seda cor de batom
Arco-íris crepom
Nada vai desbotar
Brinquedo de Papel Machê...

Ai Ai Ai Ai Ai Ai!!
Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê
Lon Lon Lon Lon Ah!
Lê Lê Lê Lê Lê Lê Lê
Lon Lon Lon Lon Ah!...

TODOS TEM A SUA...

Jade
João Bosco



Aqui meu irmão ela é coisa rara de ver
E jóia do Xá retina de um mar
De olhar verde já derramante
Abriu-se Sézamo em mim
Ah! meu irmão aqualouca tara que tem ímã
Mergulha no ar me arrasta me atrai
Pro fundo do oceano que dá
Prá lá de babá prá cá de ali
Pedra que lasca seu brilho
E que queima no lábio um quilate de mel
E que deixa na boca melante
Um gosto de língua no céu
Luz talismã misterioso cubanacã
Delícia sensual de maçã
Saborosa manhã
Vou te eleger vou me despejar de prazer
Essa noite o que mais quero é ser
1001 pra você....
Jade...Jade...Jade...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Rede CEIA informa 3 anos de TERRA AMBIENTAL! Mudanças no site contra Pirataria

Galera,

Seguem os aniversários dos sites da Rede CEIA:

SEGURANÇA DO TRABALHO E DA VIDA
Criado em 04/12/05
http://trajanoengseg.blogspot.com
4 anos e meio


TERRA AMBIENTAL
Criado em 07/07/07
3 ANOS FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!!!!!!



CEIA - CENTRAL DE EDUCAÇÃO,INFORMAÇÃO E ASSISTÊNCIA
Criado em 31/08/08
Chegando nossos 2 anos...
LETRAS QUE MARCAM
Criado em 24/05/08
2 anos
ÁFRICA
Criado em 04/12/08
1 ano e meio
DESPIRATIANDO
Criado em 22/06/09 (antigo VERSUS PIRATARIA)
1 ano completado



IRMÃOS DELUZ
Criado em 14/04/07(SITE)
http://irmaosdeluz.blogspot.com
3 anos

quinta-feira, 22 de julho de 2010

CADÊ ELE?

Sign Your Name
Terence Trent D'arby



Fortunately you've got someone who relies on you
we started out as friends
but the thought of you just caves me in
the symptoms are so deep
it's so much too late to turn away
we started out as friends
sign your name across my heart
i want you to be my baby
sign your name across my heart
i want you to be my lady
time i'm sure will bring
disappointments in so many things
it seems to be the way
when your gambling cards on love you olay
i'd rather be in hell with you baby
then in cool heaven, it seems to be the way
sign your name across my heart
i want you to be my baby
sign your name across my heart
i want you to be my lady
birds never look into the sun
before the day is gone
but ohthe light shines bright
in a peacefull day,stranger blue leave us alone
we don't want to deal with you
we'll shed our stains showering
in the room that makes the rain
all alone with you,makes the butterflies in me arise
slowly we make love,and the earth rotates on our dictates
slowly we make love...............
sign your name across my heart......

quarta-feira, 21 de julho de 2010

CLÁSSICA!

Lascia Ch'io Pianga
Edson Cordeiro
Composição: Georg Friedrich Händel



Lascia ch'io pianga
mia cruda sorte,
e che sospiri
la libertà.
Il duolo infranga
queste ritorte
de' miei martiri
sol per pietà!



Deixe que eu chore
minha sorte cruel,
que eu suspire
pela liberdade.
A dor quebra
estas cadeias
de meus martírios,
só por piedade!


"Lascia ch'io pianga" é ária da ópera Rinaldo. "Deixe que eu chore meu cruel destino e que deseje a liberdade", suplica a princesa Almirena, após ser aprisionada por uma terrível feiticeira.



Ombra Mai Fu
Edson Cordeiro
Composição: Georg Friedrich Händel


Ombra mai fù
Di vegetabile,
Cara ed amabile
Soave più.

Ombra Mai Fu (Tradução)
Ao contrário do que se espera de um tirano, o Rei Xerxes, logo na primeira ária da ópera, louva a beleza da sombra de uma árvore.


Nunca houve sombra
de uma árvore tão
querida, amável
e suave.

HOMENAGEM AOS ESTAGIÁRIOS

Melô Do Marinheiro
Os Paralamas do Sucesso
Composição: Bi Ribeiro / João Barone


Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei pelo cano
Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei por engano...(2x)

Aceitei, me engajei
Fui conhecer a embarcação
A popa e o convés
A proa e o timão
Tudo bem bonito
Prá chamar a atenção
Foi quando eu percebi
Um balde d'água e sabão
Tá vendo essa sujeira
Bem debaixo dos seus pés?
Pois deixa de moleza
E vai lavando esse convés...

Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei pelo cano
Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei por engano...

Quando eu dei por mim
Eu já estava em alto-mar
Sem a menor chance
Nem maneira de voltar
Pensei que era moleza
Mas foi pura ilusão
Conhecer o mundo inteiro
Sem gastar nenhum tostão...

Liverpool, Baltimore
Bangkok e Japão
E eu aqui descascando
Batata no porão
Liverpool, Baltimore
Bangkok e Japão
E eu aqui descascando
Batata...

Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei pelo cano
Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei por engano...

Liverpool, Baltimore
Bangkok e Japão
E eu aqui descascando
Batata no porão...(2x)

Pensei que era moleza
Mas foi pura ilusão
Conhecer o mundo inteiro
Sem gastar nenhum tostão...(2x)

Oh! Marinheiro, Marinheiro
(Marinheiro só!)
Foi quem te ensinou a nadar
Ou foi o tombo do navio
Ou foi o balanço do mar...(2x)

Tá vendo essa sujeira
Bem debaixo dos seus pés?
Pois deixa de moleza
E vai lavando esse convés...

Pensei que era moleza
Mas foi pura ilusão
Conhecer o mundo inteiro
Sem gastar nenhum tostão...

Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei pelo cano
Entrei de gaiato num navio
Oh!
Entrei, entrei
Entrei por engano...(3x)

TODOS NÓS SOMOS (MENOS O COBRADOR E O MOTORISTAS,BRINCADEIRA RSSS)

O Passageiro (The Passenger)
Capital Inicial
Composição: Iggy Pop / Ricky Gardiner (versão: Bozzo Barretti / Dinho Ouro Preto)


Eu sou o passageiro
Eu rodo sem parar
Eu rodo pelos subúrbios escuros
Eu vejo estrelas saindo no céu
É o claro e o vazio do céu
Mas essa noite tudo soa tão bem

Entre no meu carro
Nós vamos rodar
Seremos passageiros à noite
E veremos a cidade em trapos
E veremos o vazio do céu
Sob os cascos dos subúrbios aqui
Mas essa noite tudo soa tão bem

Cantando lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
Cantando lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
Cantando lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá) lá-lá

Olha o passageiro
Como, como ele roda
Olha o passageiro
Roda sem parar

Ele olha pela janela
E o que ele vê
Ele vê sinais no céu
E ele vê as estrelas que saem
E ele vê a cidade em trapos
E ele vê o caminho do mar

E tudo isso foi feito pra mim e você
Tudo isso foi feito pra mim e você
Simplesmente pertence a mim e você
Então vamos rodar e ver o que é meu

lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá) lá-lá-lá

Olha o passageiro
Que roda sem parar
Ele está seguro ali
Conhece o mundo pelo vidro do carro

E isso tudo ele sabe que é seu
Ele vê o vazio do céu
E ele vê as estrelas sair
E ele vê a cidade durmir

E tudo isso é meu e seu
E tudo isso é meu e seu
Então vamos rodar e rodar e rodar e rodar

Cantando lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá) lá-lá

Cantando lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá) lá-lá

Cantando lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá) lá-lá

lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)
lá-lá, lá-lá (lá-lá-lá-lá)

NAS ENTRANHAS DE NOSSAS CIDADES E NOSSAS MENTES

Música Urbana
Capital Inicial
Composição: André Pretórios/Flávio Lemos/Renato Russo/Fê Lemos



Contra todos
E contra ninguém
O vento quase sempre
Nunca tanto diz
Estou só esperando
O que vai acontecer...

Eu tenho pedras
Nos sapatos
Onde os carros
Estão estacionados
Andando por ruas
Quase escuras
Os carros passam...

Contra todos
E contra ninguém
O vento quase sempre
Nunca tanto diz
Estou só esperando
O que vai acontecer...

Eu tenho pedras
Nos sapatos
Onde os carros
Estão estacionados
Andando por ruas
Quase escuras
Os carros passam...

As ruas tem cheiro
De gasolina e óleo diesel
Por toda a plataforma
Toda plataforma
toda a plataforma
Você não vê a torre...

Tudo errado, mas tudo bem
Tudo quase sempre
Como eu sempre quis
Sai da minha frente
Que agora eu quero ver...

Não me importam os seus atos
Eu não sou mais um desesperado
Se ando por ruas quase escuras
As ruas passam....

Tudo errado mas tudo bem
Tudo quase sempre
Como eu sempre quis
Sai da minha frente
Que agora eu quero ver...

Não me importam os seus atos
Eu não sou mais um desesperado
Se ando por ruas quase escuras
As ruas passam...

As ruas tem cheiro
De gasolina e óleo diesel
Por toda a plataforma
Toda plataforma
toda a plataforma
Você não vê a torre...

Oh, oh, oh, oh, oh...

terça-feira, 20 de julho de 2010

FELIZ DIA DO AMIGO!!!!

Canção Da América
Milton Nascimento
Composição: Fernando Brant e Milton Nascimento
Por: Manoel Andrade/BA



Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

AME SEM PRECONCEITO

Princesa
Amado Batista
Composição: José Fernandes


Ao te ver pela primeira vez
Eu tremi todo
Uma coisa tomou conta
Do meu coração...

Com esse olhar
Meigo de menina
Me fez nascer no peito
Esta paixão...

E agora não durmo direito
Pensando em você
Lembrando seus olhos bonitos
Perdidos nos meus...

Que vontade louca
Que eu tenho
De tê-la comigo
Calar sua boca bonita
Com um beijo meu...

Princesa!
A deusa da minha poesia
Ternura da minha alegria
Nos meus sonhos quero te ver
Princesa!
A musa dos meus pensamentos
Enfrento a chuva o mau tempo
Prá poder um pouco te ver...

E agora não durmo direito
Pensando em você
Lembrando seus olhos bonitos
Perdidos nos meus...

Que vontade louca
Que eu tenho
De tê-la comigo
Calar sua boca bonita
Com um beijo meu...

Princesa!
A deusa da minha poesia
Ternura da minha alegria
Nos meus sonhos quero te ver
Princesa!
A musa dos meus pensamentos
Enfrento a chuva o mau tempo
Prá poder um pouco te ver...(2x)

QUEM NUNCA CANTOU?(FALE A VERDADE)

Chora Coração
Wando


Um amor quando se vai, deixa a marca da paixão feito cio de uma loba
Feito uivo de um cão, é feitiço que não sai, dilacera o coração
É um nó que não desmancha, é viver sem ter razão
Chora, coração, chora coração, passarinho na gaiola, feito gente na prisão
É um jeito de querer é pecado sem perdão,
é espinho que só dói quando põe o pé no chão
É o galho que se dobra sob o corte do facão,
é o mar que sai dos olhos pra banhar a solidão

domingo, 18 de julho de 2010

ETERNIDADE E AMOR!



Quando a Chuva Passar

Ivete Sangalo

Composição: Ramón Cruz
 
Por: Glóra Mariani/PR-BA

Pra que falar?
Se você não quer me ouvir
Fugir agora não resolve nada...

Mas não vou chorar
Se você quiser partir
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade
Um dia vai acabar...

Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas
Nas horas lindas
Que passamos juntos...

A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não
Termina agora
E essa tempestade
Um dia vai acabar...

(Refrão)
Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela
E veja: Eu sou o Sol...
Eu sou céu e mar
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão...

Oh oh oh oh

Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas
Nas horas lindas
Que passamos juntos...

A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história
Não termina agora
Pois essa tempestade
Um dia vai acabar...

Refrão

Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela
E veja: Eu sou o Sol...
Eu sou céu e mar
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão...(2x)

Oh! Oh! Oh! Oh!
Hey! Hey!
Oh! Oh! Oh! Oh!...

O PERIGO DE UM OLHAR ! (PARA AMORZINHO)

Não olhe assim
Leandro & Leonardo
Composição: César Rossini/César Augusto

Por: Manoel Andrade


Tire seus olhos dos meus
Eu não quero me apaixonar
Ficou em mim um adeus
Que deixou esse medo de amar...

Eu já amei uma vez e senti
A força de uma paixão
A gente as vezes
Se entrega demais
Esquece de ouvir a razão...

Não olhe assim, não
Você é linda demais
Tem tudo aquilo
Que um homem procura
Em uma mulher...

Não olhe assim, não
Porque até sou capaz
De atender esse meu coração
Que só diz que te quer...

Eu já amei uma vez e senti
A força de uma paixão
A gente as vezes
Se entrega demais
Esquece de ouvir a razão...

Não olhe assim, não
Você é linda demais
Tem tudo aquilo
Que um homem procura
Em uma mulher
Não olhe assim, não
Porque até sou capaz
De atender esse meu coração
Que só diz que te quer...(2x)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

LETRAS QUE MARCAM informam: Último Show da temporada no Zen (Rio Vermelho-SALVADOR-BAHIA) • Cris Bellare + Pablo Grotto







MPB POP LOUNGE RETRÔ LIVE SESSIONS

O casal Cris Bellare (voz) e Pablo Grotto (voz e guitarra), ao lado de Alexandre Processo (baixo, teclado e programações) te convidam a acompanhá-los em momentos de puro som, nessa última noite da temporada. Neste Sábado 17.07, a partir das 21h no ZEN Dining & Music.

Versões inusitadas de clássicos dos maiores nomes da MPB, com bases sonoras de sucessos mundiais, um visual retrô e clima aconchegante fazem o charme da noite. E para dar um sabor especial, o melhor da culinária japonesa e tailandesa, com pratos e drinques nunca apreciados em Salvador.

O ZEN fica na Rua Conselheiro Pedro Luis, 311 Rio Vermelho.

Informações e reservas: 71 3334.6556






--
Produção Grotto
http://www.pablogrotto.com/
www.myspace.com/pablogrotto



Enviado por Lyvia Andrade/BA


LETRAS QUE MARCAM
http://letrasquemarcam.blogspot.com

ENVIE SUA LETRA INESQUECÍVEL COM UM TÍTULO SUGESTIVO DE POSTAGEM(O QUE LHE FAZ LEMBRAR E MARCAR)

VALORIZANDO O SABOR

Tropicana (Morena Tropicana)
Alceu Valença
Composição: Alceu Valença / Vicente Barreto
Por: Manoel Andrade/BA



Da manga rosa
Quero gosto e o sumo
Melão maduro, sapoti juá
Jaboticaba teu olhar noturno
Beijo travoso de umbú cajá...

Pele macia
Ai! carne de cajú
Saliva dôce
Dôce mel
Mel de uruçú...

Linda morena
Fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana
Vem me desfrutar
Linda morena
Fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana
Vou te desfrutar...

Morena Tropicana
Eu quero teu sabor
Ai, ai, ioiô, ioiô...(2x)

Da manga rosa
Quero gosto e o sumo
Melão maduro, sapoti juá
Jaboticaba teu olhar noturno
Beijo travoso de umbú cajá...

Pele macia
Ai! carne de cajú
Saliva dôce
Dôce mel
Mel de uruçú...

Linda morena
Fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana
Vou te desfrutar
Linda morena
Fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana
Vem me desfrutar...

Morena Tropicana
Eu quero teu sabor
Ai, ai, ioiô, ioiô...(2x)

Morena Tropicana
Eu quero teu sabor
Ai, ai, ioiô, ioiô...(2x)

Da manga rosa
Quero gosto e o sumo
Melão maduro, sapoti juá
Jaboticaba teu olhar noturno
Beijo travoso de umbú cajá...

Pele macia
Ai! carne de cajú
Saliva dôce
Dôce mel
Mel de uruçú...

Linda morena
Fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana
Vou te desfrutar
Linda morena
Fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana
Vem me desfrutar...

Morena Tropicana
Eu quero teu sabor
Ai, ai, ioiô, ioiô...(2x)

Morena Tropicana!...

SAUDADES DE TIM...

Gostava Tanto de Você
Tim Maia
Composição: Édson Trindade

Por: Manoel Andrade/BA

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!
Eu gostava tanto de você!

Diminuir Aumentar

ELA TÁ VINDO E EU COM VOCÊ!

Primavera
Tim Maia
Composição: Cassiano / Sílvio Rochael
Por: Manoel Andrade/BA


Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti

Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo, meu amor

Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)

Meu amor...
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

MEU MOMENTO!

Everything I Need
Men At Work
Composição: Collin Hay

Por: Manoel Andrade/BA

Moving up and down and from side to side
With so many things to do
I want to go again I want another ride
This time should see it through

We never realised as the years rolled by
No we never really had a clue
But we knew one day we'd come alive
And in the end there's me and you

My babe, she gives me everything
She gives me everything I need

When the winter comes and the cold sets in
As this city's prone to do
They forecast heavy seas and gale force winds
that's really nothing new

When I'm falling down
Deeper than the underground
My thoughts race back to you
Again and again

My babe, she gives me everything
she gives me everything I need

And if you think us fools
And you criticize
Then my friend the joke's on you

My babe, she gives me everything
She gives me everything I need

quinta-feira, 8 de julho de 2010

ÉPOCA BOA...

Netinho
Beijo na Boca


Foi sem querer que eu beijei a sua boca
Menina tão loca
Eu quero te beijar

Beijo na boca
seu corpo no meu suado

Tem sabor de pecado
Com jeito de bem me quer

Todo dia de festa na Bahia
E o trio irradia alegria

O farol que ilumina salvador eo, eo,
Todo o dia é festa em salvador eo, eo,
Suor, swing maneiro, pecado e amor

SEM VOLTA!

Os Paralamas do Sucesso
Ela Disse Adeus


Refrão:
Ela disse adeus
(Now the deed is done
As you blink she is gone
Let her get on with life
Let her have some fun)

Ela disse adeus, e chorou
Já sem nenhum sinal de amor
Ela se vestiu, e se olhou
Sem luxo mas se perfumou
Lágrimas por ninguém
Só porque, é triste o fim
Outro amor se acabou

Ele quis lhe pedir pra ficar
De nada ia adiantar
Quis lhe prometer melhorar
E quem iria acreditar
Ela não precisa mais de você
Sempre o último a saber

segunda-feira, 5 de julho de 2010

UMA REFLEXÃO SOBRE NOSSA FORMA EQUIVOCADA DE EDUCAÇÃO CRISTÃ!

Paranóia
Raul Seixas
Composição: Raul Seixas

Por: Manoel Andrade/BA


Quando esqueço a hora de dormir
E de repente chega o amanhecer
Sinto a culpa que eu não sei de que
Pergunto o que que eu fiz?
Meu coração não diz e eu...
Eu sinto medo!
Eu sinto medo!

Se eu vejo um papel qualquer no chão
Tremo, corro e apanho pra esconder
Com medo de ter sido uma anotação que eu fiz
Que não se possa ler
E eu gosto de escrever, mas...
Mas eu sinto medo!
Eu sinto medo!

Tinha tanto medo de sair da cama à noite pro banheiro
Medo de saber que não estava ali sozinho porque sempre...
Sempre... sempre...
Eu estava com Deus!
Eu estava com Deus!
Eu estava com Deus!
Eu tava sempre com Deus!

Minha mãe me disse há tempo atrás
Onde você for Deus vai atrás
Deus vê sempre tudo que cê faz
Mas eu não via Deus
Achava assombração, mas...
Mas eu tinha medo!
Eu tinha medo!

Vacilava sempre a ficar nu lá no chuveiro, com vergonha
Com vergonha de saber que tinha alguém ali comigo
Vendo fazer tudo que se faz dentro dum banheiro
Vendo fazer tudo que se faz dentro dum banheiro

Para...nóia

Dedico esta canção:
Para Nóia!
Com amor e com medo (com amor e com medo)
Com amor e com medo (com amor e com medo)
Com amor e com medo (com amor e com medo)
Com amor e com medo (com amor e com medo)...

Com amor e com medo...

PARA MGM

Medo da Chuva
Raul Seixas
Composição: Paulo Coelho / Raul Seixas



É pena que você pense
Que eu sou seu escravo
Dizendo que eu sou seu marido
E não posso partir

Como as pedras imóveis na praia
Eu fico ao seu lado sem saber
Dos amores que a vida me trouxe
E eu não pude viver

Eu perdi o meu medo
O meu medo, o meu medo da chuva
Pois a chuva voltando
Pra terra traz coisas do ar

Aprendi o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que choram sozinhas
No mesmo lugar

Eu não posso entender
Tanta gente aceitando a mentira
De que os sonhos desfazem aquilo
Que o padre falou

Porque quando eu jurei meu amor
Eu traí a mim mesmo, hoje eu sei
Que ninguém nesse mundo
É feliz tendo amado uma vez...
Uma vez

Eu perdi o meu medo
O meu medo, o meu medo da chuva
Pois a chuva voltando
Pra terra traz coisas do ar

Aprendi o segredo, o segredo
O segredo da vida
Vendo as pedras que
Choram sozinhas no mesmo lugar

Vendo as pedras que
Choram sozinhas no mesmo lugar
Vendo as pedras que
Sonham sozinhas no mesmo lugar

VAMOS PULAR!

Reggae power
Natiruts
Composição: Alexandre carlo
Por: Manoel Andrade/BA


Quando a noite cair e o som
Te lembrar algum sonho bom
E fazer tudo transcender
Tristeza vai sumir
E ninguém vai sofrer...

Sintonize sua vibração
Não há tempo pra viver em vão
E não pense mais em desistir
Existe um mundo
Que só quer te ver sorrir...

Não chora!
A nossa vida é feita mesmo
Para se aprender
E agora,
É hora de tentar se libertar
Não vai doer...

Deixe a energia do som te levar
A vibe positiva solta pelo ar
Quem sente com a alma
É capaz de amar
Tá sempre livre pra cantar...

Ô, ô, ô,
Natiruts Reggae Power chegou!
Ô, ô, ô,
Transformando
Toda noite em amor!
Tum, Tum!... (2x)

Eu quero mais...(4x)

Da paz e do amor
Eu quero muito mais
Não tenho a vida ganha
Vou correndo atrás
A luz do seu sorriso
Pela noite é demais
Brasil, Jamaica
harmonia de paz...

Sintonize sua vibração
Não há tempo pra viver em vão
E não pense mais em desistir
Existe um mundo
Que só quer te ver sorrir...

Não chora!
A nossa vida é feita mesmo
Para se aprender
E agora,
É hora de tentar se libertar
Não vai doer...

Deixe a energia do som te levar
A vibe positiva solta pelo ar
Quem sente com a alma
É capaz de amar
Tá sempre livre pra cantar...

Ô, ô, ô,
Natiruts Reggae Power chegou!
Ô, ô, ô,
Transformando
Toda noite em amor! (4x)
Bum, bum...

ORGULHO NA RELAÇÃO NÃO DÁ EM NADA!

Eu Fico
Babado Novo
Composição: Claúdia Leite, Luciano Pinto E Sérgio Rocha
Por: Manoel Andrade/BA


Quero ser aquela
Que um dia vai estar contigo, contigo
Preciso te dizer
Não cabe mais em mim
O que eu sinto por você

Já faz uma semana
Que eu guardo na lembrança

Um riso seu
Um beijo seu
Um gosto que ficou em mim
Eu guardo em mim
êê
Eu não vou te procurar
O nosso orgulho
Não vai dar em nada
Nada, nada não

Ta na cara que
não tenho ninguem
Se me liga fica tudo bem
Eu Fico

éh!

Eu não vou te procurar
O nosso orgulho
Não vai dar em nada
Nada, nada não

Ta na cara que
não tenho ninguem
Se me liga fica tudo bem
Eu Fico

Quero ser aquela
Que um dia vai estar contigo, contigo
Preciso te dizer
Não cabe mais em mim
O que eu sinto por você

Já faz uma semana
Que eu guardo na lembrança

Um riso seu
Um beijo seu
Um gosto que ficou em mim
Eu guardo em mim

Eu não vou te procurar
O nosso orgulho
Não vai dar em nada
Nada, nada não

Ta na cara que
não tenho ninguem
Se me liga fica tudo bem
Eu Fico
uhuu

Eu não vou te procurar
O nosso orgulho
Não vai dar em nada
Nada, nada não

Ta na cara que
não tenho ninguem
Se me liga fica tudo bem

Eu fico
Fico porque te quero
Vem logo que eu te espero

Eu não vou te procurar
O nosso orgulho
Não vai dar em nada
Nada, nada não

Ta na cara que
não tenho ninguem
Se me liga fica tudo bem
Eu fico
ei yeah

Eu não vou te procurar
O nosso orgulho
Não vai dar em nada
Nada, nada não

Ta na cara que
não tenho ninguem
Se me liga fica tudo bem
Eu fico

sexta-feira, 2 de julho de 2010

SALVE 2 DE JULHO INDEPENDÊNCIA DA BAHIA / JOANNA DE ANGELIS FOI JOANA ANGÉLICA,UMA DAS RESPONSÁVEIS POR ESSE MOMENTO HISTÓRICO/OS CABOCLOS


A Independência da Bahia: um dos mais intensos episódios de luta contra a dominação portugesa no Brasil.

A declaração de independência feita por Dom Pedro I, em sete de setembro de 1822, deu início a uma série de conflitos entre governos e tropas locais ainda fiéis ao governo português e as forças que apoiavam nosso novo imperador. Na Bahia, o fim do domínio lusitano já se fez presente no ano de 1798, ano em que aconteceram as lutas da Conjuração Baiana.

No ano de 1821, as notícias da Revolução do Porto reavivaram as esperanças autonomistas em Salvador. Os grupos favoráveis ao fim da colonização enxergavam na transformação liberal lusitana um importante passo para que o Brasil atingisse sua independência. No entanto, os liberais de Portugal restringiam a onda mudancista ao Estado português, defendendo a reafirmação dos laços coloniais.

As relações entre portugueses e brasileiros começaram a se acirrar, promovendo uma verdadeira cisão entre esses dois grupos presentes em Salvador. Meses antes da independência, grupos políticos se articulavam pró e contra essa mesma questão. No dia 11 de fevereiro de 1822, uma nova junta de governo administrada pelo Brigadeiro Inácio Luís Madeira de Melo deu vazão às disputas, já que o novo governador da cidade se declarava fiel a Portugal.

Utilizando autoritariamente as tropas a seu dispor, Madeira de Melo resolveu inspecionar as infantarias, de maioria brasileira, no intituito de reafirmar sua autoridade. A atitude tomada deu início aos primeiros conflitos, que se iniciaram no dia 19 de fevereiro de 1822, nas proximidades do Forte de São Pedro. Em pouco tempo, as lutas se alastraram para as imediações da cidade de Salvador. Mercês, Praça da Piedade e Campo da Pólvora se tornaram os principais palcos da guerra.

Nessa primeira onda de confrontos, as tropas lusitanas não só enfrentaram militares nativos, bem como invadiram casas e atacaram civis. O mais marcante episódio de desmando ocorreu quando um grupo português invadiu o Convento da Lapa e assassinou a abadessa Sóror Joana Angélica, considerada a primeira mártir do levante baiano. Mesmo com a derrota nativista, a oposição ao governo de Madeira de Melo aumentava.

Durante as festividades ocorridas na procissão de São José, de 21 de março de 1822, grupos nativistas atiraram pedras contra os representantes do poderio português. Além disso, um jornal chamado "Constitucional" pregava oposição sistemática ao pacto colonial e defendia a total soberania política local. Em contrapartida, novas forças subordinadas a Madeira de Melo chegavam a Salvador, instigando a debandada de parte da população local.

Tomando outros centros urbanos do interior, o movimento separatista ganhou força nas vilas de São Francisco e Cachoeira. Ciente destes outros focos de resistência, Madeiro de Melo enviou tropas para Cachoeira. A chegada das tropas incentivou os líderes políticos locais a mobilizarem a população a favor do reconhecimento do príncipe regente Dom Pedro I. Tal medida verificaria qual a postura dos populares em relação às autoridades lusitanas recém-chegadas.

O apoio popular a Dom Pedro I significou uma afronta à autoridade de Madeira de Melo, que mais uma vez respondeu com armas ao desejo da população local. Os brasileiros, inconformados com a violência do governador, proclamaram a formação de uma Junta Conciliatória e de Defesa instituída com o objetivo de lutar contra o poderio lusitano. Os conflitos se iniciaram em Cachoeira, tomaram outras cidades do Recôncavo Baiano e também atingiram a capital Salvador.

As ações dos revoltosos ganharam maior articulação com a criação de um novo governo comandado por Miguel Calmon do Pin e Almeida. Enquanto as forças pró-independência se organizavam pelo interior e na cidade de Salvador, a Corte Portuguesa enviou cerca de 750 soldados sob a lideranaça do general francês Pedro Labatut. As principais lutas se engendraram na região de Pirajá, onde independentes e metropolitanos abriram fogo uns contra os outros.

Devido à eficaz resitência organizada pelos defensores da independência e o apoio das tropas lideradas pelo militar britânico Thomas Cochrane, as tropas fiéis a Portugal acabaram sendo derrotadas em 2 de julho de 1823. O episódio, além de marcar as lutas de independência do Brasil, motivou a criação de um feriado onde se comemora a chamada Independência da Bahia.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

Fonte: http://www.brasilescola.com/historiab/independencia-bahia.htm

 
 Joanna de Ângelis


Um espírito que irradia ternura e sabedoria, despertando-nos para a vivência do amor na sua mais elevada expressão, mesmo que, para vivê-lo, seja-nos imposta grande soma de sacrifícios. Trata-se do Espírito que se faz conhecido pelo nome JOANNA DE ÂNGELIS, e que, nas estradas dos séculos, vamos encontrá-la na mansa figura de JOANA DE CUSA, numa discípula de Francisco de Assis, na grandiosa SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ e na intimorata JOANA ANGÉLICA DE JESUS. Conheça agora cada um deste personagens que marcaram a história com o seu exemplo de humildade e heroísmo.

JOANA DE CUSA

Joana de Cusa, segundo informações de Humberto de Campos, no livro "Boa Nova", era alguém que possuía verdadeira fé. Narra o autor que: "Entre a multidão que invariavelmente acompanhava JESUS nas pregações do lago, achava-se sempre uma mulher de rara dedicação e nobre caráter, das mais altamente colocadas na sociedade de Cafarnaum. Tratava-se de Joana, consorte de Cusa, intendente de Ântipas, na cidade onde se conjulgavam interesses vitais de comerciantes e de pescadores".


O seu esposo, alto funcionário de Herodes, não lhe compartilhava os anseios de espiritualidade, não tolerando a doutrina daquele Mestre que Joana seguia com acendrado amor. Vergada ao peso das injunções domésticas, angustiada pela incompreensão e intolerância do esposo, buscou ouvir a palavra de conforto de JESUS que, ao invés de convidá-la a engrossar as fileiras dos que O seguiam pelas ruas e estradas da Galiléia, aconselhou-a a seguí-Lo a distância, servido-O dentro do próprio lar, tornando-se um verdadeiro exemplo de pessoa cristã, no atendimento ao próximo mais próximo: seu esposo, a quem deveria servir com amorosa dedicação, sendo fiel a Deus, amando o companheiro do mundo como se fora seu filho. JESUS traçou-lhe um roteiro de conduta que lhe facultou viver com resignação o resto de sua vida. Mais tarde, tornou-se mãe.


Com o passar do tempo, as atribuições se foram avolumando. O esposo, após uma vida tumultuada e inditosa, faleceu, deixando Joana sem recursos e com o filho para criar. Corajosa, buscou trabalhar. Esquecendo "o conforto da nobreza material, dedicou-se aos filhos de outras mães, ocupou-se com os mais subalternos afazeres domésticos, para que seu filhinho tivesse pão". Trabalhou até a velhisse. Já idosa, com os cabelos embranquecidos, foi levada ao circo dos martírios, juntamente com o filho moço, para testemunhar o amor por JESUS, o Mestre que havia iluminado a sua vida acenando-lhe com esperanças de um amanhã feliz. Narra Humberto de Campos, no livro citado:


"Ante o vozerio do povo, foram ordenadas as primeiras flagelações.
- Abjura!... - excalama um executor das ordens imperiais, de olhar cruel e sombrio.
A antiga discípula do Senhor contempla o céu, sem uma palavra de negação ou de queixa. Então o açoite vibra sobre o rapaz seminu, que exclama, entre lágrimas: - "Repudia a JESUS, minha mãe!... Não vês que nós perdemos?! Abjura!... por mim, que sou teu filho!..."
Pela primeira vez, dos olhos da mártir corre a fonte abundante das lágrimas. As rogativas do filho são espadas de angustia que lhe retalham o coração.
Após recordar sua existência inteira, responde:
"- Cala-te, meu filho! JESUS era puro e não desdenhou o sacrifício. Saibamos sofrer na hora dolorosa, porque, acima de todas as felicidades transitórias do mundo, é preciso ser fiel a DEUS!"
Logo em seguida, as labaredas consomem o seu corpo envelhecido, libertando-a para a companhia do seu Mestre, a quem tão bem soube servir e com quem aprendeu a sublimar o amor.

UMA DISCÍPULA DE FRANCISCO DE ASSIS

Séculos depois, Francisco, o "Pobrezinho de Deus", o "Sol de Assis", reorganiza o "Exército de Amor do Rei Galileu", ela também se candidata a viver com ele a simplicidade do Evangelho de Jesus, que a tudo ama e compreende, entoando a canção da fraternidade universal.

SOROR JUANA INÉS DE LA CRUZ

No século XVII ela reaparece no cenário do mundo, para mais uma vida dedicada ao Bem. Renasce em 1651 na pequenina San Miguel Nepantla, a uns oitenta quilômetros da cidade do México, com o nome de JUANA DE ASBAJE Y RAMIREZ DE SANTILLANA, filha de pai basco e mãe indígena.
Após 3 anos de idade, fascinada pelas letras, ao ver sua irmã aprender a ler e escrever, engana a professora e diz-lhe que sua mãe mandara pedir-lhe que a alfabetizasse. A mestra, acostumada com a precocidade da criança, que já respondia ás perguntas que a irmã ignorava, passa a ensinar-lhe as primeiras letras.
Começou a fazer versos aos 5 anos.
Aos 6 anos, Juana dominava perfeitamente o idioma pátrio, além de possuir habilidades para costura e outros afazeres comuns às mulheres da época. Soube que existia no México uma Universidade e empolgou-se com a idéia de no futuro, poder aprender mais e mais entre os doutores. Em conversa com o pai, confidenciou suas perspectivas para o futuro. Dom Manuel, como um bom espanhol, riu-se e disse gracejando:
-"Só se você se vestir de homem, porque lá só os rapazes ricos podem estudar." Juana ficou surpresa com a novidade, e logo correu à sua mãe solicitando insistentemente que a vestisse de homem desde já, pois não queria, em hipótese alguma, ficar fora da Universidade.
Na Capital, aos 12 anos, Juana aprendeu latim em 20 aulas, e português, sozinha. Além disso, falava nahuatl, uma língua indígena. O Marquês de Mancera, querendo criar uma corte brilhante, na tradição européia, convidou a menina-prodígio de 13 anos para dama de companhia de sua mulher.
Na Corte encantou a todos com sua beleza, inteligência e graciosidade, tornando-se conhecida e admirada pelas suas poesias, seus ensaios e peças bem-humoradas. Um dia, o Vice-rei resolveu testar os conhecimentos da vivaz menina e reuniu 40 especialistas da Universidade do México para interrogá-la sobre os mais diversos assuntos. A platéia assistiu, pasmada, àquela jovem de 15 anos responder, durante horas, ao bombardeio das perguntas dos professores. E tanto a platéia como os próprios especialistas aplaudiram-na, ao final, ficando satisfeito o Vice-rei.
Mas, a sua sede de saber era mais forte que a ilusão de prosseguir brilhando na Corte.
A fim de se dedicar mais aos seus estudos e penetrar com profundidade no seu mundo interior, numa busca incessante de união com o divino, ansiosa por compreender Deus através de sua criação, resolveu ingressar no Convento das Carmelitas Descalças, aos 16 anos de idade. Desacostumada com a rigidez ascética, adoeceu e retornou à Corte. Seguindo orientação de seu confessor, foi para a ordem de São Jerônimo da Conceição, que tem menos obrigações religiosas, podendo dedicar-se às letras e à ciência. Tomou o nome de SÓROR JUANA INÉS DE LA CRUZ.
Na sua confortável cela, cercada por inúmeros livros, globos terrestres, instrumentos musicais e científicos, Juana estudava, escrevia seus poemas, ensaios, dramas, peças religiosas, cantos de Natal e música sacra. Era freqüentemente visitada por intelectuais europeus e do Novo Mundo, intercambiando conhecimentos e experiências.
A linda monja era conhecida e admirada por todos, sendo os seus escritos popularizados não só entre os religiosos, como também entre os estudantes e mestres das Universidades de vários lugares. Era conhecida como a "Monja da Biblioteca".
Se imortalizou também por defender o direito da mulher de ser inteligente, capaz de lecionar e pregar livremente.
Em 1695 houve uma epidemia de peste na região. Juana socorreu durante o dia e a noite as suas irmãs reliogiosas que, juntamente com a maioria da população, estavam enfermas. Foram morrendo, aos poucos, uma a uma das suas assistidas e quando não restava mais religiosas, ela, abatida e doente, tombou vencida, aos 44 anos de idade.

SÓROR JOANA ANGÉLICA DE JESUS

Passados 66 anos do seu regresso à Pátria Espiritual, retornou, agora na cidade de Salvador na Bahia, em 1761, como JOANA ANGÉLICA, filha de uma abastada família. Aos 21 anos de idade ingressou no Convento da Lapa, como franciscana, com o nome de SÓROR JOANA ANGÉLICA DE JESUS, fazendo profissão de Irmã das Religiosas Reformadas de Nossa Senhora da Conceição. Foi irmã, escrivã e vigária, quando, e, 1815, tornou-se Abadessa e, no dia 20 de fevereiro de 1822, defendendo corajosamente o Convento, a casa do Cristo, assim como a honra das jovens que ali moravam, foi assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.


Nos planos divinos, já havia uma programação para esta sua vida no Brasil, desde antes, quando reencarnara no México como Sóror Juana Inés de La Cruz. Daí, sua facilidade estrema para aprender português. É que, nas terras brasileiras, estavam reencarnados, e reencarnariam brevemente, Espíritos ligados a ela, almas comprometidas com a Lei Divina, que faziam parte de sua família espiritual e aos quais desejava auxiliar.
Dentre esses afeiçoados a Joanna de Ângelis, destacamos Amélia Rodrigues, educadora, poetisa, romancista, dramaturga, oradora e contista que viveu no fim do século passado ao início deste.

JOANNA NA ESPIRITUALIDADE

Quando, na metade do século passado, "as potências do Céu" se abalaram, e um movimento de renovação se alastrou pela América e pala Europa, fazendo soar aos "quatro cantos" a canção da esperança com a revelação da vida imortal, Joanna de Ângelis integrou a equipe do Espírito de Verdade, para o trabalho de implantação do Cristianismo redivivo, do Consolador prometido por Jesus. E ela, no livro "Após a Tempestade", em sua última mensagem, referindo-se aos componentes de sua equipe de trabalho diz:


"Quando se preparavam os dias da Codificação Espírita, que ando se convocavam trabalhadores dispostos à luta, quando se anunciavam as horas preditas, quando se arregimentavam seareiros para Terra, escutamos o convite celeste e nos apressamos a oferecer nossas parcas forças, quanto nós mesmos, a fim de servir, na ínfima condição de sulcadores do solo onde deveriam cair as sementes de luz do Evangelho do Reino."
Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo" vamos encontrar duas mensagens assinadas por "Um Espírito amigo". A primeira, no Cap. IX, item 7 com o título "A paciência", escrita em Havre, 1.862. A segunda no Cap. XVIII itens 13 e 15 intitulada "Dar-se-á àquele que tem", psicografada no mesmo ano que a anterior, na cidade de Bordéus. Se observarmos bem, veremos a mesma Joanna que nos escreve hoje, ditando no passado uma bela página, como o modelo das nossas atitudes, em qualquer situação. No mundo Espiritual, Joanna estagia numa bonita região, próxima da Crosta terrestre.


Quando vários Espíritos ligados a ela, antigos cristãos equivocados se preparavam para reencarnar, reuniu a todos e planejou construir na Terra, sob o céu da Bahia no Brasil, uma cópia, embora imperfeita, da Comunidade onde estagiava no Plano Espiritual, com o objetivo de, redimindo os antigos cristãos, criar uma experiência educativa que demonstrasse a viabilidade de se viver numa comunidade, realmente cristã, nos dias atuais. Espíritos gravemente enfermos, não necessariamente vinculados aos seus orientadores encarnados, viriam na condições de órfãos, proporcionando oportunidade de burilamento, ao tempo em que, eles próprios, se iriam liberando das injunções cármicas mais dolorosas e avançando na direção de Jesus.
Engenheiros capacitados foram convidados para traçarem os contornos gerais dos trabalhos e instruírem os pioneiros da futura Obra.


Quando estava tudo esboçado, Joanna procurou entrar em contato com Francisco de Assis, solicitando que examinasse os seus planos e auxiliasse na concretização dos mesmos, no Plano Material.
O "Pobrezinho de Deus" concordou com a Mentora e se prontificou a colaborar com a Obra, desde que "nessa Comunidade jamais fosse olvidado o amor aos infelizes do mundo, ou negada a Caridade aos "filhos do Calvário", nem se estabelecesse a presunção que é vérmina a destruir as melhores edificações do sentimento moral'.


Quase um século foi passado, quando os obreiros do Senhor iniciaram na Terra, em 1947, a materialização dos planos de Joanna, que inspirava e orientava, secundada por Técnicos Espirituais dedicados que espalhavam ozônio especial pela psicosfera conturbada da região escolhida, onde seria construída a "Mansão do Caminho", nome dado à alusão à "Casa do Caminho" dos primeiros cristãos.


Nesse ínterim, os colaboradores foram reencarnando, em lugares diversos, em épocas diferente, com instrução variada e experiências diversificadas para, aos poucos, e quando necessário, serem "chamados" para atender aos compromissos assumidos na espiritualidade. Nem todos, porém, residiriam na Comunidade, mas, de onde se encontrassem, enviariam a sua ajuda, estenderiam a mensagem evangélica, solidários e vigilantes, ligados ao trabalho comum.


A Instituição crescendo sempre comprometida a assistir os sofredores da Terra, os tombados nas provações, os que se encontram a um passo da loucura e do suicídio. Graças às atividades desenvolvidas, tanto no plano material como no plano espiritual, com a terapia de emergência a recém-desencarnados e atendimentos especiais, a "Mansão do Caminho" adquiriu uma vibração de espiritualidade que suplantas humanas vibrações dos que ali residem e colaboram.

 

Texto extraído do livro: "A Veneranda Joanna de Ângelis" 

Autoria de Celeste Carneiro em Parceria com Divaldo Pereira Franco

 

Fonte:

 
 
 
 
LADISLAU DOS SANTOS TITARA

Letra do Hino "Dois de Julho"

(Hino da Bahia)

Letra: Ladislau dos Santos Titara

Música: José dos Santos Barreto

 

Nasce o sol a 2 de julho

Brilha mais que no primeiro

É sinal que neste dia

Até o sol é brasileiro

Nunca mais o despotismo

Referá nossas ações

Com tiranos não combinam

Brasileiros corações

 

Salve, oh! Rei das campinas

De Cabrito e Pirajá

Nossa pátria hoje livre

Dos tiranos não será

 

Cresce, oh! Filho de minha alma

Para a pátria defender,

O Brasil já tem jurado

Independência ou morrer.

 

Paraguassu

Poema épico

Canto I [Anjo Benigno, que feliz à Humanos]

Anjo Benigno, que feliz à Humanos,

Para exalçar nações, dos Céus baixaste:

Augusta, ó Liberdade, eia, me inspira;

E d'Épico instrumento os sons canoros

Dá, que divinos guardem, sobranceiros

Aos turvos lagos do esquecido Letes,

Heróis quanto criou guerreira a Pátria:

E, animados por Ti, prodígios quantos

C'roa cingiram, de fulgor perene,

As, d'alto jus à glória, honrosas lidas,

Que salvo o Pátrio berço, à pleno, deram,

No assunto, sem igual, tua influência

Sobeja o voar implume esteie à Musa.

 

Canto I [Tanto que o Município desse prisco]

Tanto que o Município desse prisco

Povo, rei do Orbe inteiro, decidira

Legiões, que os nós desdém, mudar segundas

O Gênio do Brasil, que ativo o escruta,

Peito a baldá-lo põe; e lá firmando

No Amazonas caudal a planta enorme,

Transcende etérea mole desmedida,

Às margens sobranceiro do Janeiro,

Por onde cometer de Jove o assento,

Raivando, pretendeu Titânea prole:

E quanto à Diva, que semeia trevas,

Horas apenas sobejavam duas,

Para que ao fulvo Irmão nos Hemisférios

Desfechar consentisse acesos fachos;

Quanto cadentes aliciavam astros

Mais ao supor gratíssimo, e cingia,

Com suave liame, Orfeu Humanos:

Qual fora em sonhos ao Diôneo Teucro,

Do futuro enunciar Cileno arcanos;

Fragueiro se acelera, e do Magânimo jeito,

Do Bragantino Moço, então Regente,

Que, outro Filho de Rhea, à um Novo Império

Robustos profundava os alicerces,

Tomado de respeito, ao toro chega.

 

Canto III [Ao horrendo fremir das rijas portas]

Ao horrendo fremir das rijas portas,

Intrépida Heroína, acorre Antiste,

A que do sacro Encerro a paz cabia;

E porque a sanha acalme aos monstros, única

O postigo desfecha, e ora mil preces

Exaure a eliminá-los; ora ativa

Emprega suasões, e as cãs ostenta,

Dos anos ao langor enbranquecidas;

As cãs, que sempre, te, ó Virtude, honraram:

O ar ostenta verendo, o ar tranqüilo,

A que palor não dão mãos homicidas,

Os celerados crus, que inexoráveis

Na culpa o coração enduram, e ávidos,

De vítimas (Ó Céu!) inda não fartos!

Recrudescem em dobro, e perrompendo

O empecilho, que os têm, mais que ferozes,

Sem pio ardor, sem dó, descridos cravam

Co'a morte o gume no virgíneo seio,

Que viste infortunosa cair, Lapa,

Do freiricida atroz aos pés sanguentos:

Tal, ao golpe exicial de arcabuz rouco,

Por mãos injustas, à Inocência adversas,

Tomba rola, que em paz, e riso habita

Sombrio entrecho dos nutrícios bosques,

Sem dos perjúrios, sem labéu dos crimes,

Gozando os teus, Natura, almos melindres.

 

Canto IV [Diz como idosos, ferrugentos tubos]

Diz como idosos, ferrugentos tubos,

Bahiano esforço por ameias tendo,

Rudes carretas, à ligeira, montam.

Ocorre-lhe também falar daqueles,

Tupica multidão, nas frechas destros,

Que do teso arco com vigor travando,

As tabas deixam mais, que muito, amadas;

E, em tribos várias, a reunir-se marcham.

Dos Uapis ao som, ao som da Inúbia,

Compassando uns trás outro, em longas restes,

Seguem os Paiaiás, pródomo vindo

Morubixaba afoito, às tribos chefe:

E à todos, quais na paz, seguem nos prélios,

Oh! Conjugal ternura! As leais consortes,

Que à extremos dadas, ânsia põe inteira

E com eles a triunfo, ou ir à Campa.

 

Canto V [Ilha em tudo primaz, Ilha famosa]

Ilha em tudo primaz, Ilha famosa,

Tão amena, e tão fértil, que eclipsara

Essa, em que (a ser verdade) seus guerreiros

D'asp'ras lidas pintou Camões divino,

Olvidados pousar, beber delícias.

Noticiam também, de que arte, um Luso

Vem trânsfuga dali, e aos seus bem nota,

Que o lado ocidental era então ermo

D'algo, que desembarque aí tolhesse.

 

Canto VI [Progrediam no Exército, à grã sanha]

Progrediam no Exército, à grã sanha,

Intermitentes, petechiaes, mil febres,

As falanges consumo, e que guerreiros

Tanto inutilizam; obra acerba,

Quiçá dos hostis Numes. Muito arredo

Era o magno hospital; um longe menos,

D'amplo seio também, es estabelece

Na Itapuã, e a incumbência cabe dele,

A Cabral, que a Elísia recém-vindo,

Na Esculapina ciência amplo, e perito,

Aos seios se passara patrióticos,

E ali, a seus febri-fugos desvelos,

Restrição não pequena se devera

De impertinente morbo. Inda que tanto

Desfalcadas as forças, cônscio o Chefe

De que a Esquadra Ulisséia predispunha

Do Fluminense auxílio ao desembarque.

 

Canto VIII [Do Pirajá volvendo, atiça chamas]

Do Pirajá volvendo, atiça chamas,

(Tuas cenas, Moscou, lembrando aflitas!)

Que encorpadas guiando-se, amplo abrasam

E às cinzas tornam Fábrica estendida!

Manancial de fartura, que prestava,

Do melífero suor, anuo estilado,

Mil candidatos cabuchos, donde safra

Ao dono vinha, de valor enorme;

Ao dono, que seu crime é ser Bahiano!

Em amplitude tal, quanto em estima,

D'équoreo braço às bordas, franco sempre,

Mais preço tinha a Granja; uma dos muros

Milha quiçá distante, mole aquária

Volteava-lhe abundosa os rijos prelos,

Que rápidos se atuam, premem lestos,

Com estufado dente, haste arundina,

Seu dispêndio é menor, tem mais presteza,

Que quantos (modo usual) vigor eqüino,

Ou tardo boi pesado, a agitar, sua.

Herdade outra também d'outro Bahiano,

Comem vorazes flamas, e desta arte,

Crêem os Godos punir pungente

De, n'um só dia, heróicos Brasileiros

Dupla vitória obter, com que se enramem.
 

19 de fevereiro de 2009 às 08:32:02h | Por Equipe Nublog

Dezenove de fevereiro de 1822, Joana Angélica morre e vira símbolo da independência do Brasil

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Fonte: http://www.nublog.com.br/exibecompleta.php?codnot=873&pagina=4&mes=

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL NA BAHIA-1

Por jarycardoso

O caboclo em seu carro na Lapinha. Foto: Xando P. | Agência A Tarde

O caboclo em seu carro na Lapinha. Foto: Xando Pereira | Agência A Tarde

O CABOCLO NO MEIO

por MILTON MOURA*

Autores consagrados disseram, nas últimas décadas, que o caboclo é um resultado. Alguns deles garantem que é um híbrido. Outros, que é produto de um sincretismo. Outros ainda, que é uma síntese de elementos da brasilidade, uma mistura de perfis. Reconheço a procedência das frases e a verossimilhança das afirmações. Por outro lado, temo que, em dizendo assim, estejamos querendo roubar do caboclo aquilo de que ele parece gostar mais: estar no meio, ser o meio. O que não é a mesma coisa.

O caboclo flui e escapole, tangencia e adentra ao mesmo tempo. A ele não se presta um culto imponente, cheio de cobranças de coerência, posto que não é um deus. Quem vai controlar o caboclo, se ele já aparece feito, não sai de camarinha? Quem sabe é um espírito, um duende astucioso e engraçado, um gnomo que desata nós, tão perspicaz e indecente, adivinhão e surpreendente, provocando admiração e embaraço, temor e alívio. O caboclo habita os meandros das inconsistências, escorrega por entre as arestas das identidades.

Recorrer a um caboclo, ou mesmo ser um caboclo, é um meio. Meio de fazer sentido ou escapar do absurdo de ter que fazer sentido pelo sentido imposto pelos outros. Caboclo é estratégia, jeito, postura de gente sabida. Caboclo é quem escapou do extermínio, da escravidão e da servidão e ainda arranjou como fazer uma tenda onde vêm ter os seus senhores de antanho, em busca de conselho e solução. Até no calendário o caboclo está no meio.

Com exceção do caboclo Tupinambá, que sai em cortejo no 7 de janeiro de Itaparica, os caboclos da independência da Bahia passam no 2 de julho, precedidos de uma semana pelo de Cachoeira, que passeia pela beirada do Paraguaçu já no 25 de junho. São vários, de diversos tamanhos, caboclos e caboclas. Há deles e delas também em Valença, Saubara, Maragogipe, Santo Amaro, São Félix, Jaguaripe, Itacaré e Salinas da Margarida. Com a saída dos portugueses da sede da Bahia, foi preciso inventar um personagem que pudesse ser, quem sabe, o brasileiro. E entronizaram um caboclo num carro de guerra. Ontem (2.7.2007), saíram de novo pela Bahia afora.

Ainda não sabemos direito o que somos, nem para onde podemos ir. Sequer temos certeza de que a sociedade civil, ou a própria democracia, sejam uma aventura apropriada para uma província, capital do passado, ex-poderosa, ex-tanta coisa, êxtase de um Brasil que acaricia seu umbigo preto. Entretanto, quando vemos os caboclos passarem em seu cortejo magnífico, é como se por alguns instantes pudéssemos sonhar em sermos interfaces de nós mesmos, no meio de nós, no meio da rua.

*Milton Moura – professor de Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBa), coordenador do grupo de pesquisa "O Som do Lugar e o Mundo"

(Publicado no jornal A Tarde, de Salvador, em 3 de julho de 2007)

Fonte: http://jeitobaiano.wordpress.com/2009/06/30/independencia-do-brasil-na-bahia/

 

 

 
HOMENAGEM DA
REDE CEIA ANO 3  :